sexta-feira, janeiro 27

Letters to Juliet


O que aconteceu? O que me aconteceu?
Eu era uma criança com imaginação muito fértil, e uma adolescente com esperanças a preencher o lugar realidade. Porque não? O que eu gerava era sempre mais interessante do que o que acontecia.
Eu era, portanto, uma crente no amor verdadeiro, no destino e na troca de juras de verdadeira paixão. Mas hoje? Hoje dou por mim a questionar a palavra amor e o próprio relacionamento.

É triste pensar que já não consigo ver a magia por detrás da cortina, por detrás de cada teatro que os casais representam para o mundo exterior.
Lembro-me de me maravilhar com a ideia da história e do relacionamento entre dois perfeitos desconhecidos. Da fantasia gerada por todas essas emoções que segredariam entre si.
Agora? Agora tento ver da mesma forma, mas só consigo decifrar códigos. Parece-me demasiado lamechas e fingido para ser real. E sinto pena disso. Sinto falta da leveza de espírito que estas pequenas crenças causavam, da alegria interior tão, só minha provocada por tal visão. Porque agora, agora tudo o que sobra são relações sem significado algum, sem apoio, sem entre-ajuda, sem a menor pinga de amor. Usamos e somos usados conforme nos dá jeito e prazer. E já cansa.

Todos crescemos, e, com o tempo, quem sabe, volto a ver as coisas com aqueles olhos.
Mas por agora, e com muita pena minha, fico-me pelo cepticismo.

sábado, janeiro 14

Não é bonito.

A malicia que transpira dos olhos e a perfídia que flui das pontas dos dedos. Toda uma visão doentia.
São notórias a falta de discernimento e a ansiedade. O desejo de suceder numa missão tão suja, indigna, vil e, acima de tudo, doente.
É algo que nos enjoa e que nos fere, com um simples olhar e uma carícia.
É algo que não se limpa com um banho. Fica marcado e gera pânico, desconfiança.
Não é bonito.
Talvez o pior mesmo seja a indiferença das pessoas que nos rodeiam. Olham e acham que está tudo mal, mas ajudar? Não. Ajudar é para quem tem tempo e não está ocupado a criar juízos de valor sobre outros que não ajudam.

terça-feira, janeiro 10

Inesperadamente inesperado


Recebi agora mesmo uma mensagem um bocado suspeita, mas que me alegrou bastante o dia!
Uma leitora anónima (não assinou o seu nome em lado algum) diz que inscreveu o blogue para o concurso "Blogs do ano 2011 | Aventar" na categoria de "Diários de Bordo / Diários Íntimos e Pessoais". Ela pede desculpa por ter feito algo tão radical sem me consultar, mas que achava que o blog tem demasiado potencial para não ser pelo menos posto à prova (Obrigada :D).

Então neste humilde post venho pedir votos!
As votações começam a 15 de Janeiro. Eu ainda não tenho bem a certeza de como isto funciona mas sei que há de estar explicado algures aqui: http://aventar.eu/blogs-do-ano-2011.

Ganhar, de certeza que não ganho nada, mas gostaria de saber quantos votos o blog conseguia arrecadar!
Ajudem o Armazém, por favoooor 

sábado, janeiro 7

We sleep together, that's all.


"Oh look at me, I'm a cute little girl on tumblr and I reblog cute little quotes that make me look soooo cool! Look at my latest one: «I'm great in bed, I can sleep for days!»" *read in hysterical voice*



BITCH PLEASE.

Ontem fiquei de cama, literalmente, o dia todo. Só me levantava quando questões de poder maior me forçavam a. E digo-vos, não é bom ficar de cama um dia, quanto mais diaS.
It's nasty, basicamente. Dói-vos o corpo por estarem sempre sobre todo ele, começam a pensar no rabo quadrado que dali vai resultar porque, face it, you're ON IT THE WHOLE FREAKIN' DAY, e para além do mais, a cama começa a parecer demasiado hostil. Sim, hostil. Já não gosto da minha cama. Estive nela um dia inteiro. Demasiado tempo juntas.
Eu e ela temos uma relação que resulta com alguma separação. We sleep together, that's all.