quinta-feira, março 24

Votar

Querem pôr as pessoas a votar em branco nas próximas eleições, não é?
Ora eu cá digo e para quê? Ia mudar alguma coisa? Votar em branco ia mostrar MAIS descontentamento. Sabes que mais? Não serve de nada. Estamos numa altura de votar no mais competente do bando que se apresentar para que consigamos sair de onde estamos.
Atenção, queremos o mais competente dos que se apresentarem. Talvez não seja O mais competente de todos, poderá haver melhores que ele, mas este teve tomates para se chegar à frente e dizer "estou aqui, vou fazer o meu melhor"; já os ditos "melhores" por tantos não se mostram: têm medo do desafio.
Portanto não, não votemos em branco. Temos de ser proactivos e votar em alguém que perceba da técnica do desenrascanço!
Precisamos de sair deste buraco, mas não é com descontentamento que o vamos conseguir, é com acção, o mais depressa possível.

*Bea

quarta-feira, março 23

Queixa-te que eu gosto!

Contigo sim sou feliz.
Estou viciada.
Se sais de perto, quero que voltes.
Se a noite chega, quero que passe.
Quero que nada nos separe.
Quero mais amor, quero mais!

Quero uma casa nossa.
Quero um jardim com flores todo o ano.
Quero uma horta com ervas aromáticas.
Quero chegar a casa e ter-te à minha espera.
Quero ver uma lareira acesa e velas a arder.
Quero uma manta descaída no sofá, convidativa.
Quero ter o comando só para mim.
Quero ter-te só para mim.

Mas por enquanto, por enquanto
Quero que me venhas buscar à paragem para não andar sozinha.
Quero que me faças surpresas.
Quero mais dias como o de ontem.
Quero mais tardes como a de quinta.
Quero que me animes quando estou em baixo.
Quero que estejas ali, para mim.
Quero o teu amor.

Vem cá vem, quero-te aqui.
Não saias daqui.
Fica.

*Bea

segunda-feira, março 14

Geração à Rasca




Lá por eu ainda não ter dito nada, não quer dizer que seja contra os protestos, as manifestações ou que não estou solidária com as pessoas. Eu estou mesmo muito solidária. Eu só não acho é que esta seja uma geração mais à rasca do que qualquer outra.

Que dirão os pais e tios que tiveram de ir para a guerra, e mesmo os que não tiveram de ir, que tinham sempre aquele terror da possibilidade de irem a cair sobre eles? A minha mãe foi para a faculdade com 16 anos e tinha de apanhar não sei quantos autocarros à meia noite para ir para casa porque naquele tempo nenhum filho tinha permissão para guiar o carro dos pais, e se tivesse, onde andava o dinheiro para a gasolina? Hoje em dia é raro quem não dê umas voltas no carro do pai, nem que seja para ir ao café. O meu pai tinha de ir para a escola de bicicleta e fazia kms todos os dias. Ambos os pais trabalharam para pagar o curso. Nenhum dos dois tinha uma mesada que lhe permitias ir para os copos todos os fins-de-semana. Contavam o dinheiro para saber como pagar rendas e propinas e comidas e mercearias.

Geração à rasca era também a das avós que não puderam estudar e casaram aos 18 anos, tiveram filhos aos 19 e não puderam nunca seguir os seus sonhos profissionais e pessoais.

Pegando num comentário do Francisco José Viegas num debate de sábado à noite, se vocês forem ao Bairro Alto ou à baixa do Porto à noite, a malta jovem anda lá toda. Muito provavelmente, muitos dos que se manifestaram de tarde são os mesmos que estavam lá à noite, a pagar 5 euros por cada vodka limão ou consumos mínimos de 10 euros para entrar nos bares e discotecas; com o carro no parque de estacionamento ou com o número do táxi no telefone para o fim da noite. Estes são os mesmos que tomam o pequeno almoço fora ou vão buscar comida ao take-out.
Isso é que me chateia um bocadinho, vá, porque no tempo dos pais ninguém acabado de tirar o curso ia para a noite todos os fins-de-semana, nem jantar fora, nem eram assinantes da SporTv, mas ninguém nessa altura se considerava à rasca. Provavelmente ganhavam o equivalente aos que os recém-licenciados ganham agora, mas havia muito menos oferta, logo não tinham - porque também não existiam - menos luxos. Luxos que as pessoas de agora tomam como certos e que, na minha opinião, não deviam.

Se eu acho incrivelmente injusto que alguém que tenha tido cabeça para se licenciar e doutorar e que agora trabalhe arduamente ande a ganhar 200€, 500€ e 600€? Acho. Acho que esse têm todo o direito a manifestarem-se, a exigirem, a revoltarem-se, a tudo (e f*da-se se o governo não anda a gozar connosco quando diz que baixa o IVA da m*rda do golfe e os bens essenciais sempre a subir). 

E quando eu disse que não me incluía na chamada geração à rasca foi porque a maioria dos que se auto-intitula à rasca eram os que estavam ali ao lado de tantos outros no Coliseu do Porto, a achar muito bem a canção dos Deolinda, mas deram 25 euros para estar ali.

 *Bea

domingo, março 13

Responsabilidades

Há que crescer gente!
Não basta aparecer para ser. Para ser tens de o merecer. 
Mexe-te, faz com que algo aconteça porque tu assim o quiseste que acontecesse. 
Sai da tua bolha protegida, sai da tua zona de conforto e aprende a desenrascar-te. Quem agora te oferece essa bolha, há-de, inevitavelmente, desaparecer. Por muito que nos custe perder quem amamos, acontece. Estou a tratar deste assunto de uma forma algo fria, mas é esse o objectivo: mandar-te um balde de água fria à cara para que acordes.
Quando eles desaparecerem, a bolha também desaparecerá, ou achas que a vida boa continua sem esfroço nenhum?
Aproveita agora para teres o melhor dos dois mundos: aprende a seres independente enquanto ainda tens de quem depender. Se errares agora, tens quem te segure; se errares amanhã, a subida pode ser mais complicada.

*Bea

quarta-feira, março 9



Depois há aquelas pessoas que nos fazem tremendamente felizes. E as que mesmo estando distantes, quando regressam para perto de nós, é como se o tempo entre a ida delas e a vinda, não tivesse existido. E as que nos fazem rir sem limites. E as que nos fazem esquecer (literalmente) as amarguras da vida.
Obrigada por tudo.


*Bea

terça-feira, março 1