domingo, dezembro 2

Stop


I know who you are.
I know how you analyze everything, every piece of every thought, every word, every image, every sound.
I know how you keep something in your mind and i also know how you wont let it go until you've fully understood it.
I know how you try to show a side of yours that is rehearsed. I know it's because you're afraid to be rejected if you showed your true self.
I know how lovely you can be, and i know how deep your fears are.
I know you.

domingo, novembro 11

you're safe

Come with me, 
Hand in hand or just give me your little finger,
I’ll hold on tight and with love.
This kind of affection floods our hearts with truths,
Scary, liberating truths.
Your smile is as gold,
So hard to find,
Hidden gem behind the fear of loving.
It denies both the joys and the reasons to dream,
But I’m still here.
I won’t leave.

quinta-feira, novembro 1

Libertei o passado. Não pensava dizer isto tão cedo, mas é verdade.
Acordei com outra disposição, com outro encarar.
Pouco ou nada é preciso para, de um momento para o outro, o que outrora parecia importante deixar de o parecer, deixar de o ser.
Não digo que nunca foi importante. Era importante. Foi importante. Simplesmente deixou de ser.
Fico contente.

sexta-feira, outubro 12

Pudor Fingido

A história volta a repetir-se.
Apenas nós, ele e eu, estávamos cientes do que se estava a passar. Ele era cuidadoso para não dar nas vistas, não fazer movimentos bruscos ou demasiado notórios. Fazia tudo com uma calma doentia, não queria suscitar a atenção do público atarefado que nos rodeava.
Olhar sedento, doentio, maldoso, perfurava a minha alma, o meu ser.
A sua respiração acelerava com o toque, porém a sua sede aumentava, insaciável. Sabia bem que não iria satisfazer a sua sede, talvez esse nem fosse o seu objectivo mor, mas isso não o impediu de perturbar a minha manhã, o meu humor e a minha sanidade.
Circo imundo. Escumalha. Espectáculo para tarados.
Quanto mais velha, mais degradada se encontra a mente e o bom senso. O bom senso.. Esse não está degradado: não há como degradar algo que nunca houve.
Entristece-me e traumatiza-me. A expressão "temos de lutar por nós" acabou de ganhar uma nova cor e um novo sentido, um sentido literal, aos meus olhos. Ninguém nos ajuda, só nos pisam. Têm prazer com o desespero do outro. Que criaturas do mal que conseguimos ser, quão cruéis, bárbaros, selvagens e pungentes.. Principalmente pungentes. Usamos e abusamos do poder de ferir o outro nosso semelhante, quer como meio de nos afirmarmos, quer como desejo doentio e fétido de ver o outro cair por terra às nossas custas.
Quão inumano o humano consegue ser.

sábado, outubro 6

re-acordar


Pequenos raios de luz interceptam-me o pensamento enquanto a minha mente vagueia pelo vazio.
Sinto que desvaneço, a pouco e pouco, para dentro da rotina. Sinto que já não escrevo, que já não reflicto. Sinto-me saturada só de fazer o que devo e também me sinto saturada por só fazer o que devo. Não tenho uma motivação a longo prazo. Não tenho uma motivação a curto prazo. Tenho o dever.
Anseio por algo novo, mas não sei como saciar este desejo, não sei por onde ir para ver tudo o que conheço despedaçar e conseguir sair intacta.
Quero mais que o carnal e o mundano, quero mais que breves raios de luz, quero mais que menos. Quero mais.
Quero mais de mim, quero mais de ti. Quero que o teu mais puxe por mim e quero que o meu mais te inspire. Não quero ser suficiente, quero transbordar. Quero mais que uma parceria. Quero criar uma simbiose. Quero desenvolvimento, não suporto esta estagnação.
Quero acordar a minha mente, está adormecida há demasiado tempo.

terça-feira, agosto 28

da ausência sob disfarce


Ultimamente não tenho para aqui escrito nada com grande interesse de se ler.
Talvez se deva ao facto de agora medir melhor as minhas palavras, talvez seja por preferir escrever com papel e caneta a pressionar uns botões. O que sei é que tenho estado um tanto ausente e quando apareço é para dar dois dedos de conversa e vou-me embora.
Muito tem mudado desde a última vez que escrevi algo com pés e cabeça. O meu estilo de vida mudou, os meus relacionamentos mudaram, eu mudei. Mas parece-me ser algo inevitável. Com a inexorável passagem do tempo, todos temos vivências que contribuem para um ajuste à nossa personalidade, para uma contínua mudança. Todos mudamos.
Pergunto-me se ainda somos o que de nós conhecíamos. Todo o processo de alguém se compreender a si próprio, de reconhecer as suas próprias atitudes é deveras complexo e moroso. Talvez pensemos que somos uma coisa, mas na realidade já somos outra. Talvez a ideia que hoje temos presente de quem somos seja, na realidade, uma ideia que corresponde ao nosso passado. Com a constante mudança pode ser que nos percamos, entre conseguir sobreviver dia após dia, quebrar a rotina, agradar a quem nos rodeia, atingir metas que haviam sido estabelecidas; o tempo de reflexão e auto-descoberta é muitas vezes desvalorizado e esquecido. Mas não devia. O tempo dispensado na auto-descoberta, será tempo ganho à posteriori, quando nos depararmos com uma situação que, sem esse à vontade de estarmos na nossa própria pele, sem essa confiança, nos faria duvidar de nós próprios e atrasar, senão impedir, decisões cruciais.
Acho que o que quero realmente dizer é que temos de agradecer por quem somos, mas antes temos de saber quem somos. Temos de gastar mais tempo connosco próprios. Temos de nos conhecer e de nos apreciar.
Temos uma sociedade cheia de pessoas superficiais, perdidas. Não temos a capacidade de governar a nossa vida se não formos capazes de estar em sintonia com a nossa pessoa. Isto acaba por culminar num mundo de preconceitos, falsidade e drama. Temos de começar em nós e daí partir para os outros.

terça-feira, agosto 21

Não tenho sono.



É engraçado, no mínimo,olhar para trás e ver como tudo mudou, como tudo muda: a natureza dos nossos relacionamentos, a nossa caligrafia, o modo como encaramos o mundo.
O ser humano está destinado à constante mudança e a ter uma única certeza: nada é certo, nada é para sempre. Esta perspectiva algo dramática faz-nos, faz-me, reavaliar as minhas prioridades: o que ter mais em conta? o que ignorar?
Por vezes é imperativo reajustar os nossos valores, verificar o que realmente importa versus o que é acessório. Esta reavaliação vem, maioritariamente, de acontecimentos inesperados, que nos chocaram e, praticamente, obrigaram a reflexão.

O que me importa actualmente?
Amizade: seja dentro do seio familiar ou da família alargada;
Comunicação: sem esta nada temos, nada somos, nada compreendemos;
Mente aberta: não estou na posição de rejeitar nada só pela simples razão de não me querer expor ao desconhecido;
Espírito crítico: aspecto fundamental no desenvolvimento de todo o ser que se digne autoproclamar-se inteligente/capaz/independente.

Tendo isto dito, tudo o resto é acessório; virá, com certeza, como consequência dos pilares acima listados.

Estudo/Conhecimento? Consequência de: Mente aberta + espírito crítico + comunicação.
Amor/Relacionamento? Consequência de: Amizade + mente aberta + espírito crítico + comunicação.

A lista poderia continuar mas a resposta estaria sempre na conjugação de alguns ou todos os tópicos que "importam".

Sinto-me algo orgulhosa da minha lista de valores. Gosto de quem me tornei, de como vejo as coisas, de como encaro determinadas situações, de como sou capaz de analisar e interpretar a mesma ideia segundos diferentes perspectivas. Há, porém, algo que gostaria de melhorar: a minha capacidade de concluir este tipo de textos. Assim sendo,

Boa noite,
Melhores cumprimentos,
Beatriz.

21/0872012 - 01h12

quarta-feira, julho 25

copo de água


Eu não consigo, de forma alguma, estar completamente satisfeita onde me encontro na vida. Seja a nível académico, profissional, amoroso, familiar, you name it, tenho sempre alguma alteração a fazer, alguma coisa a corrigir, ou mais frequentemente, algo a omitir e a desejar saltar instantaneamente para o futuro.
Por vezes é-me difícil ser paciente e o que mais desejo é avançar uns tantos anos para a frente. Despachar a faculdade, arranjar emprego, casa, o que for, e quando estiver tudo solucionado, voltar a acordar para a realidade.
Mas depois acordo e apercebo-me de tudo o que iria perder, e desejo que o tempo abrande para poder aproveitar ao máximo o hoje, o agora.
Não me entendo. Aliás, não só não me entendo, como é estupidamente frequente confundir-me.
Mas não queria ser ninguém que não eu.
Adoro os meus momentos de lucidez, como adoro as minhas tempestades em copos de água. Adoro que eu seja contraditória a mim mesma, que me obrigue a ver tudo por vários pontos de vista, mesmo que isso implique que eu desejo saltar para o futuro e depois voltar com a cauda entre as pernas.

domingo, junho 17

Correcções



Ignoremos por momentos o novo acordo ortográfico e foquemo-nos no básico da língua portuguesa.
Não basta saber que o tracejado a vermelho por baixo das palavras indica que as ditas estão mal escritas. Uma palavra pode estar bem escrita, no sentido em que esta de facto existe, mas estar mal colocada numa frase. E isso poderá ser considerado o moderno analfabetismo.
Há uma notória lacuna na passagem da língua falada para a língua escrita. Talvez este "analfabetismo" tenha a ver com a revolução da internet, com a expansão da linguagem utilizada no meio virtual, onde se quer a palavra pequena como a sardinha, o mais abreviada possível, ignorando pontuação e acentuação, dando importância à fonética em detrimento da etimologia e desrespeitando por completo as normas gramaticais. E este problema tem repercussões graves: as pessoas perdem a capacidade de escrever bem e, não querendo ofender ninguém, passa a ideia de se ser um idiota, ignorante até, incapaz de distinguir um "lembraste" de um "lembras-te".
Ofereço então uma pequena aula de português:

Há / À 
  • Há - conjugação do verbo haver; referente à existência de algo. Por exemplo: "Há um bicho na parede." "Há quanto tempo estás sem comer?"
  • À - contracção do artigo definido feminino singular a com a preposição a ou com o pronome demonstrativo a. Por exemplo: "A tarte está à janela para arrefecer."

Senão / Se não
  • Senão - conjunção alternativa, conjunção adversativa ou ainda preposição; referente ao contrário de algo. Por exemplo: "Come senão vais de castigo. Não obteve nada senão aplausos."
  • Se não - conjunção condicional + advérbio de negação; sinónimo de "caso não". Por exemplo: "Se não te despachas, vou-me embora."
Lembrasse / Lembra-se (vale para todos os outros verbos)
  • Lembrasse - primeira e terceira pessoa do singular do pretérito imperfeito do subjuntivo; lê-se "lembrásse". Por exemplo: "Se se lembrasse de trazer o almoço, não passava fome."
  • Lembra-se - terceira pessoa do singular do presente do indicativo dirigido a alguém; lê-se lêmbra (espaço) se". Por exemplo: "O senhor lembra-se daquela ocasião em que blablabla?"
Vêem / Vêm
  • Vêem - terceira pessoa do plural do presente do indicativo do verbo ver; lêem-se ambos os e's (dica: temos dois olhos = dois e's). Por exemplo: "Eles vêem melhor que ninguém."
  • Vêm - terceira pessoa do plural do presente do indicativo do verbo vir. Por exemplo: "Eles vêm de bicicleta."
Você(s)
  • Por alguma razão, sente-se a necessidade de colocar um ç que não entendo. O c seguido de e ou i lê-se como s ou, se se encontrar entre duas vogais como ss (sim, porque quando um s se encontra entre duas vogais tem de ser duplicado para continuar a valer s, caso contrário será lido como z).
Foda-se
  • Sim, leva hífen, caso contrário ler-se-ia "fodásse".
Agente / A gente
  • Agente - figura de autoridade.
  • A gente - nós. Embora seja um nome colectivo, não deve ser conjugado como a primeira pessoa do plural, mas sim como a terceira do singular.

Com certeza que há muitas mais gralhas que não estão (estam não existe) aqui explicitadas, mas acho que deu para ficar com a ideia. 
Isto não é o meu 'bitch mode engage' mas há coisas que dão comichão debaixo da pele e que precisam de ser expostas.

Um bom resto de fim-de-semana.