quinta-feira, maio 24

Das camionetes


Estou tão farta de pessoas que só sabem reclamar.
Querem tudo. E tem de ser no momento em que querem, aonde querem e como querem.
Epá, news flash, NADA é como queremos quando depende de terceiros.
Não valem de nada os suspiros audíveis, s comentários mesquinhos, as indirectas que se dizem num tom de voz intencionalmente mais alto ou os risos suprimidos em tom de gozação para com a situação.

Estou agora, enquanto escrevo, no autocarro (posteriormente isto será transcrito para o blogue). O dito autocarro atrasou-se 10 minutos. A fila já ia grande. Quem lá estava havia passado certamente um dia longo, e a última coisa que queria era estar à espera para chegar ao conforto do seu lar, em pé, sob o sol escaldante que se fazia sentir. Eu percebo, eu também não estava contente com a situação. Tenha de chegar a casa e, em vez de ir tomar um banho e descansar como a maior parte provavelmente iria, eu tenho de ir estudar, que isto da faculdade é uma coisa gira que se farta. Mas não desviando do tema, não era pelo meu descontentamento que me punha a bichanar nos ouvidos de toda a gente, a falar mal de tudo o que me lembrasse!
Acontece que, de certeza, o motorista não fez para se atrasar. Muito menos o motorista tinha a culpa do trânsito, tão habitual, à entrada da ponte pelas 18-19h.
Portanto, não é por reclamarem mais ou menos alto, nem é por constantemente perguntarem "O autocarro é mesmo o das 18h? É que já são 18h10" que a coisa se ia despachar mais depressa.
De modos que: não me chaguem as orelhas, porque já não vos posso ouvir! E se eu já não posso, imagine-se então o coitado do motorista, quantas horas já não deve ter atrás daquele volante a somar tempos e tempos em filas e trânsito, para agora estar a aturar velhas que estão atrasadas para a conversa com a vizinha, ou miúdos cujos pais são incapazes de controlar, e que berram berram como se o mundo fosse acabar, ou ainda pessoas pura e simplesmente mal-educadas que só reclamam, que só pensam em si mesmas, sem considerar  o outro.
Exigir não se exige nada, mas bolas! Um pouco de consideração, se faz favor!


Tenho dito.

domingo, maio 20

hoje

O que fazer quando os fantasmas do passado voltam? Quando os sentimentos, inseguranças, indecisões, frustrações voltam? Já há muito que me sentia segura de tudo, que estava no caminho certo, com as pessoas certas. Mas o que fazer quando começamos a questionar?
Ignora-se? Tenta-se recuperar?
Eu só queria que tudo voltasse ao normal.
Quero as notas a que estou habituada a ter, quero aquela crença em mim que me era tão característica, e quero que ele volte para ficar.