quinta-feira, dezembro 16

Agora

Agora é a hora de ouvir tudo com mais clareza.
Agora é a hora de sentir tudo com mais significado.
Agora é a hora de ver tudo com mais definição.
Agora é a hora de ao ler, ouvir o eco do que se é lido em nós, e não apenas ler o que está apresentado.
Agora é a hora de compreender com o ser, e não com a mente.
Agora é a hora de reflectir sobre tudo antes de opinar.
Agora é a hora dos estratagemas.
Agora é a hora da fluidez e da serenidade.
Agora é a hora do momento e da loucura.
Agora é a hora da felicidade e da tristeza.
Agora é a hora de SENTIR.
Agora é a hora de VIVER.

Agora é a NOSSA HORA.

*Bea

A Espera

Espero-te até o momento em que oiças as minhas palavras.
Espero-te até ao momento em que estas saltem do monitor e te encham a cabeça com sons e ecos a reproduzi-las. Até ao momento em que cada texto te sugira uma reflexão e interiorização. Até ao momento em que a complexa simplicidade das coisas deixe de existir e seja substituída pela sua simples complexidade. Até ao momento em que o teu mundo se expanda. Até ao momento em que deixes de saber e passes a compreender.

Espero por vós até que chegue a vossa altura de esperar por alguém e me possam fazer companhia.

Ansiosamente,
*Bea

segunda-feira, dezembro 13

Amo-te

Cada um é como é.
Cada um é o que é. E o é devido às várias variáveis que compõem a sua personalidade.
Uma dessas variantes é exactamente a maturidade.

Nós facilmente distinguimos uma pessoa imatura de uma matura.
Os seus actos, o que diz, como reage, são tudo pequenas peças de Lego de uma enorme construção, construção essa que nada mais é que a essência da pessoa. Essa essência poderá estar mais trabalhada, poderá ter vivenciado mais, como poderá ser mais infantil e ainda não se ter desenvolvido. E isto é visível.

O que não é tão visível é o estado de maturidade dentro de alguém já maturo. Como é que conseguimos analisar todo o processo que decorre por detrás de um pensamento? De um acto? De um dizer? Não conseguimos. Não conseguimos medir a complexidade da linha de raciocínios, a profundidade dos sentimentos, se as palavras são veras (até porque elas o são, porém, a longevidade da veracidade varia consoante a realidade de cada pessoa, varia consoante as experiências e lições delas aprendidas).

Eu digo isto, e digo-o com toda a certeza que agora me é possível dar. Amanhã talvez esta certeza ainda seja a mesma, mas quem sabe, depois de amanhã, ao ler isto, direi "oh Beatriz, não sabias nem metade da história". Pode não ser depois de amanhã, mas é claro que a minha capacidade de compreensão aumentará! Perceberei mais e mais de tudo o que vivo. Porque nós somos assim. Estamos destinados à constante evolução. Os próprios conceitos evoluem. Uma palavra hoje pode ter um significado, mas num futuro que aí se aproxima poderá (vai ter) um outro tão mais profundo.

E é neste contexto que o "amar" e o "amo-te" vêm. Há quem os use simplesmente por usar - os imaturos - há quem os use simplemente em alguns casos porque já "sabem" que é um termo importante - os maturos - e há quem os use em um e um só caso - os crescidos.
Aquilo que se diz para o "amo-te", diz-se para todas as acções de que somos responsáveis.

Mas nós, desde o que somos até crescidos ainda vai muito. E cada vez mais espero que a minha fase de crescida demore muito a chegar porque cada vez mais gosto desta fase em que me encontro: numa fase de maturidade suficiente para perceber certas coisas e para a auto-descoberta onde tudo, todos os episódios, todas as palavras, todos os sentimentos, todas as recordações parecem ter novas cores, mas imaturidade suficiente para me ajudarem e guiarem quando sinto que estou no escuro.

*Bea

quarta-feira, dezembro 8

O bom da febre

... é que nos dá belíssimas alucinações! Tive um sonho espectacular, não gozem.

Na casa-de-banho dos avós, encontro-me eu a embonecar-me para um evento que mais tarde aconteceria, quando me chamam escadas abaixo (facto engraçado porque a casa dos avós não tem escadas) para me despachar que me ia atrasar. Nisto todo o cenário muda e estou num descampado com um palco a frente e duas míseras filas de gente para assistir aos Likin Park. Estranhamente estava lá com a minha mãe, a Isabel e o Gonçalo, que se devem ter materializado enquanto eu estava perigosamente concentrada a pensar onde raio estariam as colunas.
Assim sendo começou o concerto e eu fui a fugir para a fila da frente com o Gonçalo atrás. Cheguei e ainda tinha um bom espaço reservado. Olho para cima e não é que me deparo com uma criatura esquisita: o Chester estava GORDO! Mas era gordo mesmo gordo! Ai que pesadelo.
Enfim, entretanto reparei em dois supostos seguranças, que nada mais eram que dois rapazes nos seus dezanove, vinte anos. Um deles aproximou-se e começou a meter a conversa, a perguntar se estava a gostar e com quem tinha vindo. E nisto novamente tudo muda e eu já estou numa fila, ainda no concerto, para um concurso qualquer. Aparentemente ganhava quem aguentasse mais tempo. O jogo consistia em agarrar uma das laterais de um carrinho do Continente e um dos seguranças puxava-o até a pessoa não aguentar mais. Quem vencesse, não sei o que ganhava.
Enquanto estava na fila, pacientemente a aguardar a minha vez, falava com a Marta que entretanto apareceu. Até que o segurança que há pouco tinha metido conversa volta para o meu lado. Conversámos bastante e descobri que se chamava Paulo. Ora o Paulo: alto, moreno, olhos castanhos escuros, sorriso cativante e voz, bem, nem sei descrever a voz.
Outra vez, volta a mudar tudo e estou de volta ao meu lugar em pé a assistir o Chester a correr para ir mudar de roupa. O Paulo aproveita este break e volta a investir. Desta vez foi tudo mais na base da piada, estávamo-nos a dar até bastante bem, por mais incrível que pareça, até que o Gonçalo volta e de repente já estamos (eu e o Paulo) à frente do palco. Mais precisamente eu sentada no dito do palco com as pernas a balançar e o Paulo à minha frente. Como já éramos dos últimos ali, esta conversa já foi mais calculada, mais estratégica. Ambos estávamos a "apalpar o terreno", a tentar descodificar o que ia na cabeça do outro. Por fim, sem mais desenvolvimentos, demos a noite por encerrada e cada um voltou para a sua casinha.


No dia seguinte fui trabalhar para o meu adorado local de trabalho, vulgo Port Aventura. Estava por lá toda feliz e contente quando o meu pai, mãe e irmão aparecem para um piquenique. Ora eu que já estava com fomeca não recusei.
Estávamos sentados num relvado, quando algo me chama a atenção. Pelo meio da multidão salta-me à vista um dazziling smile. Chamo-o, mas nem fora preciso, já ele vinha na minha direcção. Corri até ele, cumprimentámo-nos e ofereci-lhe uma sandes. Ele aceitou e juntou-se a nós no nosso humilde almoço. Sentado ao meu lado, falou fluentemente acerca de vários assuntos e discutiu diversas perspectivas com os meus pais. Cada vez que falava, eu simplesmente olhava para ele, e ele para mim. Aos poucos e poucos, íamos ficando mais juntos, até que em encostei a ele e pousei a cabeça no seu ombro.
Tudo o que ele faz é colocar o seu braço à minha volta e beijar-me a testa.

*acordei*

Oh Paulo, onde estás? Hoje voltas?

*Bea

domingo, dezembro 5

A sério?

É só da boca para fora ou quando aquela pessoa diz que tu tens uma relação de melhor amizade com ela é verdade?
Como é que isto aconteceu?
Manter uma amizade simples com alguém assim é complicado, mas agora ser-se melhor amigo/a deve ser bem puxado.
Como é que é possível ser-se melhor amigo/a de alguém tão egocêntrica? De alguém tão falsa? De alguém com uma visão tão pequena do mundo? De alguém que te USA?
Ainda por cima tu.
És uma pessoa boa por natureza, simples e alegre, alegria esta que é contagiante. E aturas alguém assim? Esta pessoa só te faz mal! Apegou-se a ti qual lapa em pedra.

Mas, quem sou eu, certo? Não sei nada. Não sou ninguém para julgar.

*Bea

quinta-feira, dezembro 2

Problema

Senti-me suja.
Senti-me corrupta.
Senti-me uma fraude completa, uma ladra apanhada em flagrante!

Tudo isto por um erro que eu achava que tinha evitado. As desculpas foram devidamente pedidas e, graças a Deus, aceites.

Mais uma vez, obrigada Margarida.

*Bea