quarta-feira, julho 25

copo de água


Eu não consigo, de forma alguma, estar completamente satisfeita onde me encontro na vida. Seja a nível académico, profissional, amoroso, familiar, you name it, tenho sempre alguma alteração a fazer, alguma coisa a corrigir, ou mais frequentemente, algo a omitir e a desejar saltar instantaneamente para o futuro.
Por vezes é-me difícil ser paciente e o que mais desejo é avançar uns tantos anos para a frente. Despachar a faculdade, arranjar emprego, casa, o que for, e quando estiver tudo solucionado, voltar a acordar para a realidade.
Mas depois acordo e apercebo-me de tudo o que iria perder, e desejo que o tempo abrande para poder aproveitar ao máximo o hoje, o agora.
Não me entendo. Aliás, não só não me entendo, como é estupidamente frequente confundir-me.
Mas não queria ser ninguém que não eu.
Adoro os meus momentos de lucidez, como adoro as minhas tempestades em copos de água. Adoro que eu seja contraditória a mim mesma, que me obrigue a ver tudo por vários pontos de vista, mesmo que isso implique que eu desejo saltar para o futuro e depois voltar com a cauda entre as pernas.