terça-feira, maio 31

Obrigada!

Obrigada a todos os que fizeram isto possível! Mesmo não sendo leitores presentes e críticos, vocês por cá andam e só me dão mais vontade de escrever.
Porque, agora sim, sei que escrevo para alguém. Agora sei que o que de mim sai, em alguém entra,. Agora sinto que nada disto é em vão. Obrigada por por cá andarem :')

(cliquem na imagem para ampliar)

*Bea

sábado, maio 28

MC

Sou da opinião que se devia fazer um filme com o Memorial do Convento. Mesmo que ele durasse 5 horas ou viesse repartido dentro de uma saga. Mas queria que existisse. E eu pagava para o ver, todas as vezes que o resolvesse ver.

Sete-Sóis, Sete-Luas

Eu não sei porque tanto crucificam o senhor genial que escreveu o Memorial do Convento.
É preciso ser-se de facto génio para se lembrar de história semelhante àquela que podemos saborear a partir do capítulo V.
Onde já se viu tamanha cumplicidade (sim, eu sei que esta é uma palavra que muitas meninas gostam de bradar aos céus completamente à toa, mas por favor, assumam-na como ela foi criada para) tamanho amor, sincero, puro, verdadeiro?
Saramago cria a utopia do amor e consegue fazer um paralelismo com a Igreja e os valores que estavam completamente distorcidos: a Igreja casou o Rei e a Rainha que, coitados, nunca se amaram... O Rei cumpre o seu "dever conjugal" em vez de fazer amor com a mulher, o Rei procura o que não tem em freiras inocentes (inocente não será a melhor palavra para as descrever, talvez fingidoras de ingenuidade), a Rainha procura o mesmo, não tão literalmente, ao sonhar com o seu cunhado! São infelizes juntos, mas casados aos olhos de Deus, passíveis de fazer tudo o que um casal casado tem direito.
Já em Baltasar e Blimunda temos o cenário de pernas para o ar: amam-se como nunca ninguém se amou, aceitando todas as qualidades e defeitos um do outro, procurando sempre o outro, para que as suas almas nunca se desencontrem. Aqui temos o verdadeiro amor, mas por não serem casados, não deveriam ter o direito de se amarem.
Pasmem-se ao ver a crítica que este homem conseguiu passar, o contraste que faz, a associação do nobre à infidelidade e à tristeza, e do pobre à utopia da felicidade!

Aquilo que me consegue fascinar ainda mais, nesta obra, é o quão sádico e retorcido Saramago consegue ser. Explico: este autor mostra-se capaz de criar coisas incríveis que todos nós ambicionamos - a felicidade fantástica do estio cor-de-rosa e conto de fadas, ao lado de quem de direito - mas também se quer afirmar como poderoso. Para além de criar tal história que nos faz salivar e querer virar a página sempre que estes dois entram em cena, é capaz de a acabar tão facilmente como começou.
Saramago é capaz de deitar por terra aquela bolha que dentro de nós inchou e para o céu fugiu, com toda a esperança de que tudo vai correr bem connosco (sim, porque é exactamente isso o que retiramos da história de Blimunda e Sete-Sóis: se acontece com eles, porque não a mim?). Em poucas palavras dá um fim à vida carnal de um homem que lutou, trabalhou e amou como poucos o fizeram, e à vida espiritual de uma mulher que foi amada por tamanha graciosidade.

Saramago, és maliciosamente excelente.

*Bea

E depois?

- As riquezas pintam o homem.


- O quê?


- Pintam sim. E com as suas cores cobrem e escondem, não apenas os defeitos do corpo, mas também os da alma.


- Repete lá?


- Se tirares essa máscara de superior aos outros, vais perceber que a única diferença entre ti e qualquer outro é a quantidade de moedas que trazes no bolso. Não há nenhum palco no mundo; estamos todos no chão. Estamos todos ao mesmo nível. A diferença é que há quem esteja de olhos bem abertos. E depois há os que vivam isolados no seu próprio mundo, com teorias da perseguição e da conspiração. Esses que se consideram o centro do mundo, deles e dos outros, e esquecem-se que cada um de nós tem uma vida própria para viver.


- E depois?


- Lembra-te do que te disse. Eventualmente hás-de esquecer quem eu sou, quem eu fui para ti, mas lembra-te destas palavras. Porque há-de chegar o dia em que tu vais ficar cansado de ter os olhos fechados e vais acordar para este Mundo, e torná-lo num Mundo de Igualdade. 




A igualdade apenas se atingirá quando todos abrirmos os olhos e aceitarmos que somos iguais, cada um com o seu propósito e convicções, crenças e experiências, cada um diferente do outro, mas todos caminhando para o mesmo sítio e partilhando o mesmo chão.


*Bea

sexta-feira, maio 27

Do you love me?

- Do you love me?
- Yes.
- Well, then say it...
- Why?
- I wanna hear you say it.
- I can't...
- Then you don't love me... Why? Why won't you love me?

- I love you... I just don't think three words are enough

sábado, maio 14

Afinal

Tanta coisa numa só manhã!
Mas afinal.. as âncoras são capazes de sair, o nó vai ficar frouxo, e eu em liberdade!

É capaz de ser um processo bem mais rápido e menos doloroso do que o que estava à espera.

*Bea

Easier said than done

É complicado avançar quando há tantas âncoras a puxarem para trás.
Pior ainda é o não saber com que tesoura, machado ou serra há-de-se cortar a corda que nos prende às âncoras.

*Bea

Prometo

Sem me esquecer do que fui, deixarei de ser quem sou. 
Já está na hora.

*Bea

#3 - Boneca de Trapos



Ela era simples.
Ele religioso.
Ambos estavam no auge da felicidade. Tinham finalmente encontrado o que por tanto ansiaram e procuraram toda a sua vida: um amor verdadeiro e correspondido. Eles gostavam de se considerar parte de um grupo elite muito restrito: o dos que conseguiram atingir esse estado de plenitude, o dos que sentiam que nada mais faltava, pois estavam completos.

Ele deixou que a religião se metesse no caminho.
Ele lançou a bomba.
Ele estava indeciso.

Ela não aguentou que algo tão insignificante como a crença de cada um se metesse no caminho.
Ela cria que cada um é como é, acredita no que acredita, e o outro aceita, sem mais nem menos.
Ela quis terminar ali.

Ela foi fraca.
Ela chorou.
Ela quis o passado de volta.
Ela viu a vida mal parada.
Ela viu duas vidas em si.
Ela considerou acabar com a vida mais recente em si.
Ela deixou de ser ela.

Outra pessoa apoderou-se daquele corpo que outrora fora dela.

Ele voltou.
Ele reconquistou.
Ele aproveitou os momentos de fraqueza.

Ela lutou.
Ela vacilou.
Ela cedeu.

A esperança reavivou.

Qual boneca de trapos ela deu-se, novamente, à criança, com o objectivo de a agradar.
Qual boneca de trapos ela foi, novamente, usada.
Qual boneca de trapos ela foi, novamente, descartada.

Ao contrário da boneca de trapos ela levantou a cabeça.
Ao contrário da boneca de trapos ela decidiu.

Fool me once, shame on you. Fool me twice, shame on me.

Never again. It's a promise.
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*Bea

quarta-feira, maio 4

Vês esta nota?



Quanto é que ela vale?

Certo, agora diz-me: 
Se eu a dobrar ao meio... quanto é que vale?
E se a amachucar?
Se a atirar ao chão e pisar?
E se lhe mandar com terra para cima?
E se eu abrir um buraco e a enterrar naquela terra suja imunda?

Continua a valer 100€, não continua?

Sabes que a vida é como tudo isto...
Vão ser várias as vezes em que te vão amachucar, pisar, vais cair e lá no chão, ninguém te vai dar a mão. Não, vão mandar com terra para cima, vão fazer com que de lá não saias.. Vão te deixar no buraco onde caíste e vão ajudar no enterro.
Vais ficar mal, vais tentar desistir, mas ouve por favor, ouve-ME! Por muito que passes, por muito que passaste ou ainda vais passar, NUNCA TE ESQUEÇAS DO TEU VALOR! És único, imprescindível e insubstituível. 

Já a semente, ela aproveita esta situação. 
Como é que da semente nasce um carvalho majestoso? 
A semente é atirada para um buraco, é coberta com terra e estrume, ninguém a vai puxar. A semente abre-se e começa a crescer a planta.. Ela sobe, ultrapassando a terra e chegando à superfície. A partir daí tudo o que a planta faz é continuar a crescer até dar frutos. Esses frutos caem, aterram no chão imundo... Mas o ciclo recomeça.

Tal como a semente, usa todas as adversidades como motivações, como etapas a ultrapassar, e olha para cima. 

Nunca te esqueças que tens valor, és valioso. Para mim, para a tua mãe, para o teu pai, para a tua família, para o teu namorado ou namorada, para os teus amigos, para os teus inimigos (o que fariam eles da vida se não existisses!), para o teu gato, para o peixe, para a relva, para tanta gente!

Nunca te esqueças disto. És valioso. Mereces estar aqui. Tens uma razão para estar aqui.
Descobre-a, abraça-a, alcança-a!

Vive.

*Bea

(inspirado na palestra de Daniel Godri)

segunda-feira, maio 2

3 tempos

Não mudas o passado.
Tu melhoras o presente,
E fazes o futuro BRILHANTE!

És uma estrela, és pessoa, és capaz!
Luta pelo que queres.
Deixa os fantasmas do passado enterrados, eles aqui não fazem falta nenhuma.
Recomeça hoje, agora mesmo, e prepara a base do teu futuro. Ele trár-te-á tudo o que sonhares.
Basta acreditar :)

*Bea

ya' know what?

O Futuro não vai esperar pelo regresso do Passado

domingo, maio 1

Freedom :D

Take me down to the Paradise City were the grass is green and the boys are gorgeous




Por mim, o Secundário acabava mesmo agora e metia-me no coração de Lisboa com a minha nova reputação de Universitária, nova vida de solteira e nova motivação de viver!

É verdade, é oficial: saí da fossa :D

*Bea

Dia da Mommy

Tive uma sorte tão, mas tão grande em me ter calhado a ti como mãe.
Todos os dias há alguma coisa que acrescentas em mim; seja o resultado de uma reflexão após uma discussão nossa, um elogio que me tenhas dado por sentires orgulho ou até o poder de sorrir.
Mãe, és excelente, és fantástica e devias sabê-lo, não só hoje, não só porque é dia da mãe, mas todos os dias, porque todos os dias és mãe.
És mãe, mas mãe como deve ser! Não daquelas que fazem um pop-out de um filho e se auto-proclamam mães. Tu não tens medo, até gostas, de ralhar, de fazer de má da fita, porque sabes que, embora na altura eu reclame e responda bastante mal, há-de chegar a hora em que aquilo que me disseste fará sentido e me moldará à tua semelhança.

Se eu for metade da mulher que és, dou-me por contente.
Obrigada por tudo, adoro-te mãe.

*Bea

Os títulos são sempre os mais difíceis de se arranjar


Atravesso um rio e sete colinas
Na esperança de vos ter,
Mesmo que apenas alguns dias,
Só para enganar o meu ser.

Atravessados tantos campos descobertos,
Com um sorriso e braços abertos,
Arregalo os olhos com uma felicidade que extravasa,
Enfim estou em casa!

Inspiro o sol, a praia e o calor,
Esta sensação apaga tudo o resto,
Tal e qual um filme antigo,
O retorno a casa, cheio de nostalgia e cor.


Tudo parece o mesmo,
A mesma sensação de família de sempre.
Nunca deixou de existir  o porto de abrigo e o sossego,
A sensação de protecção aqui presente.

Sete colinas e um rio
O caminho para “casa”.
Mas é de casa que parto,
É de casa que parto para as férias do costume.

Vou voltar,
Hei-de voltar para casa.

*Bea