terça-feira, outubro 26

da distância


Iludimo-nos achando que a dor da distância, o que dói cá dentro quando estamos longe de alguém importante, facilmente desaparece com o passar dos dias. Achamos que a dor vai, pelo menos, diminuindo. Que dia após dia, a dor vai ficando mais e mais pequena, sentimos nós. 
Mas tudo não passa de uma ilusão. Uma ilusão que a nossa cabeça perigosamente faz, para nos habituarmos à ausência. E à dor. E à própria distância. Porque há sempre aqueles dias em que possivelmente percebemos que a dor não diminuiu. São os dias em que percebemos que a dor andou apenas adormecida dentro de nós e que repentinamente acordou, para nos provar que ainda ali está e que precisa de cuidados e tempo, para sarar. E, eventualmente, que precisa também que a distância diminua e acabe por desaparecer.


*Bea

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